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O sucesso é um jogo do ego

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Em qualquer caminho para o sucesso, sem préstimo senão para o crescimento individual que alicerça o colectivo, deve ser feita a clara distinção entre o conhecimento e o saber.

A liderança começa de dentro para fora. O medo de saber muitas vezes mata organizações.

Um líder com este medo, arrasta equipas inteiras e eis senão quando, ao fim de um período de cegueira e surdez a empresa entra em crise. Começa a fase de sobrevivência onde já o ataque e a defesa são os cenários do dia-a-dia.

O conhecimento é fácil, o saber requer muita coragem. As universidades, as escolas são locais de fácil acesso para muitos. O saber não se encontra, a não ser no interior de cada um.

É preciso ter capacidade para saber, já o conhecimento pode ser emprestado.

O líder que quer saber passa por um processo vivo, de crescimento, que cria raízes. As árvores com raízes fortes são as grandes sobreviventes perante as adversidades da Mãe natureza.

As árvores que crescem com a água das chuvas procuram água nas profundezas quando não chove. Os dias de sol radioso são os seus melhores amigos. As raízes procuram por caminhos sinuosos e as réstias de água no solo.

Assim é com o homem que decide ser líder. Se procurar constantemente o seu maior nutriente (o saber), fica sólido, não abana com facilidade, oxigena o ar, oferece uma sombra maior, perdura no tempo.

O líder que espera pela chuva ou pela rega, pelo conhecimento que lhe chega a toda a hora, semeia a sua própria destruição.

Mantém-se refém do seu ego.Na primeira tempestade pode cair. Este é um poder de muito curto prazo.

Existe a ilusória sensação de evolução individual. As palavras que se coleccionam são usadas avulso, num amontoado inerte e estéril. Não existe criação. O conhecimento não modifica a ignorância. As equipas regridem, as frustrações crescem, as receitas diminuem.

Para saber é preciso a coragem da exposição, da vulnerabilidade, a coragem em confiar nos outros, em dizer que não sabe, em pedir ajuda. A coragem de arriscar saber mais sobre si próprio.

O líder que permanece ignorante em relação a si mesmo, não tem poder para ser reconhecido. Esta ignorância que começa no umbigo, estende-se. O ego sobrepõe-se ao propósito do líder numa organização.

Por trás das palavras emprestadas não há experiência.

Só os afortunados se tornam grandes líderes no momento em que descartam o conhecimento emprestado. Assim são os líderes que não vivem por empréstimo, que vivem por si, pelo seu saber.

Onde quer que vão levam-no consigo.

 

Nota: Os artigos que escrevo são inspirados em grandes líderes com quem tenho o maior orgulho e privilégio de trabalhar. Obrigada a todos. Uma fonte de inspiração diária.

 

Cristina Madeira, Hotel Coach –  Executive & Team Coach