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Luxo é ter tempo para oferecer luxo

Luxury is timeAlvin Toffler defende que o sucesso no futuro dependerá, crescentemente, daqueles que se consigam iluminar (‘enlightment’), se transcendam, e tenham ideias e soluções brilhantes, diferentes, únicas, que consigam conquistar uma posição competitiva nos mercados. As ideias e os produtos precisam de ser apaixonantes, distintas e responderem não apenas às nossas necessidades primárias. Elas precisam de nos realizar, de nos sentirmos satisfeitos com a sua aquisição.

Encontro pessoas apaixonantes no meu trabalho. Capazes de iluminar e de se transcender no serviço que prestam todos os dias, nas relações que constroem.

O grande desafio em hotelaria é apaixonar os outros quando não estamos apaixonados por nós.

A maior barreira à excelência são as vivências que se coleccionam e que se guardam no lado do coração ressentido, aprisionado. O coração apaixonado e que está livre não é usado. As vidas de muitas destas pessoas não são o que gostariam, o trabalho que têm é muitas vezes uma alternativa e não uma escolha. A maioria diz que gostaria de mudar e de fazer outras coisas. Muitas vezes não sabem bem o que é.

É importante, nós os apaixonados contagiarmos aqueles que se cruzam connosco. É importante contribuir no nosso sistema onde existem crianças e influenciá-lo de modo a fazer crescer crianças satisfeitas, realizadas. Podemos “gerar” adultos que têm a grandiosidade de pensamento que os eleva a patamares de bem-estar, de criatividade, de imaginação infinita.

O que as pessoas precisam hoje, no mercado de trabalho é de um pouco de luxo. Um espaço onde  podem ter tempo para estar com elas próprias, para pensarem nas  suas opções e em outras possibilidades, para conseguirem ficar onde estão, mas com um pensamento mais mobilizador, que contagia os outros pelo facto de se sentirem bem. Muitas empresas já oferecem este luxo a alguns colaboradores.

Eu acredito que este luxo, irá passar a ser uma necessidade quase primária. Sem nos conhecermos, sem nos apaixonarmos por nós, como podemos estar bem com os outros.

Enquanto existirem pessoas infelizes, ressentidas e vítimas da sua mente, não existirá muito progresso social.

A felicidade e bem-estar gera uma corrente de energia. É desta energia que precisamos para ser competitivos e fazer crescer a economia.

 

Cristina Madeira, Executive and Team Coach

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