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Gestão do conceito através das pessoas

O desafio de sempre nos negócios é ser diferente! A diferença é o catalisador de novos impulsos que levam a querer comprar e experimentar. A diferença liberta adrenalina, que precisa de ser sentida. Depois rapidamente se precisa de mais… e assim é a vida dos negócios e assim é a vida de quem vive os negócios. A prisão de querer ser diferente pode estar a causar estragos. Pode tirar a força e a energia do conceito, porque se olha só para fora em vez de olhar para dentro.

O tempo, qual ditador de percentagens de ocupação, receitas médias e custos baixos é hoje também uma das palavras que aprisiona, que causa tensão.

Temos hoje o tempo e a diferença como os grandes pontos de cegueira dos líderes de negócios na gestão dos conceitos. O tempo porque se lidera como no passado e a diferença porque se quer construir um futuro num presente sem as competências atuais de liderança (olhar para dentro).

Os líderes de negócios hoje precisam de olhar em primeiro lugar para os líderes de equipa. Dedicar a maior parte do dia ao relacionamento com o cliente e com o excel, deixa uma enorme lacuna no processo global.

 “ Mas eu não sou psicólogo, esse não é o meu papel” . Não, não é preciso tirar duas licenciaturas e sim é preciso desenvolver competências que na universidade não se adquirem ainda. As boas noticias é que algumas universidades já estão a olhar para estas lacunas com mais atenção e sim, são estas que marcam a diferença.

Qualquer líder tem que dar um salto quantitativo na forma como observa a sua equipa, como interpreta emoções e motivações, como pergunta e como orienta as pessoas.

“ Quando eu estava nesse lugar ninguém precisava de me dizer, eu sabia o que tinha que fazer…”  Esta é a visão mais turva… quando nos comparamos connosco em vez de olharmos para o que o contexto pede.

Ser bem-sucedido como líder passa por entender e aceitar o contexto. Viver no presente e perguntarmo-nos o que é preciso fazer hoje para eliminar o gap. O caminho mais fácil, tem sempre a ver com os hábitos que incorporámos ao longo da vida.

 Não é a voz do cliente que serve a evolução de um liderado.

Essa é apenas a voz duplicada de algo que o liderado já ouviu. O que é preciso é uma voz que saiba fazer a ligação entre o que o cliente precisa e como é que o liderado tem que dar.

Estas devem ser as novas conversas e novas formas de observar. Liderança não é uma posição, é uma função conectiva e coletiva!

Fazer o mais fácil, torna os negócios mais difíceis.

Nota: Poderia usar inúmeras fontes de estudos disponíveis. As minhas fontes de inspiração são mais de 10 mil horas de trabalho com equipas de liderança dentro de distintas organizações e mais de 1200 horas em Coaching Executivo.

​Cristina Madeira

Specialist on Human Capital Development

ICF Certified Executive Coach & Team Coach