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Como se ultrapassa um conflito?

 

 

Com o tempo?

O tempo passa, o tema que originou o conflito ja tem outra dimensão, na nossa vida aparecem outros temas e…sim parece diferente e tendencialmente os conflitos ficam mais pequenos.

Quanto tempo é preciso para que isto aconteça? Depende do ritmo a que cada um vive. Quanto mais ocupação existir, menos espaço para re-sentir momentos conflituosos existe.

Quanto a mente tem muito “tempo” para se dedicar ao ressentimento, o conflito perdura muito para além do momento em que foi criado. A própria resistência ao conflito, é ela própria uma forma de conflito.

Só com o tempo ultrapassamos o conflito na realidade?

Os conflitos só conseguem ser ultrapassados se os reconhecermos em nós, se os aceitarmos.

Só com a vontade de querer compreender o conflito e com uma nova atitude, diferente da que gerou o conflito podemos ser mestres na gestão de um conflito. A regeneração, ou seja a mudança de perspectiva e de sentimento só é possivel no momento em que estamos a viver o conflito.  Só o novo é capaz de transformar.

Podemos resolver um conflito sem usar a nossa opinião?

Usar a nossa opinião é reciclar a informação. Quando recorremos às nossas opiniões (verdades) entramos num estado de distração e afastamo-nos do que queremos compreender.

Um conflito é apenas a diferença de uma opinião e não lhe chamamos gestão de opiniões porque aparece a necessidade de autoridade e poder sobre o outro.

O processo de isolamento sobre a opinião do outro é um processo de procura de poder onde se quer dominar. Neste processo não é possivel libertarmo-nos do conflito ou de outros quaisquer conflitos. Agarramo-nos ao conhecido para ter certezas e para sentir segurança. E no momento em que o fazemos, curiosamente, surge a insegurança porque não pomos de parte o que conhecemos e abrimos lugar ao que desconhecemos e que pode ser melhor.

O desconhecido só pode surgir quando o conhecido é compreendido. Enquanto a mente está em conflito, censurando, resistindo, condenando, não pode haver compreensão.

Aquilo que compreendemos não deixa marca.

Fazer uma aproximação de igualdade, hoje, sem as memórias (às vezes com cicactrizes) de ontem. Quando queremos compreender o conflito, já não estamos dependentes do tempo.

Cristina Madeira

Coach Executiva & Team Coach