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Coaching de Grupo – 11 Core Competencies ICF

Para começar um coaching de grupo, é preciso estar vazia, vazia de expectativas. Assim me lancei neste processo

O conhecimento aproxima ou distancia, o discernimento transforma.

Dancei numa corda, umas vezes mais firme, outras vezes mais bamba. Porém tinha sempre uma certeza. A rede estava lá. A rede que 7 mulheres seguravam.

Muitas vezes sentia-me forte e muitas outras vulnerável. A vulnerabilidade tornou-me mais forte em cada partilha. As perguntas que me faziam levaram-me para outros patamares de descoberta.

Vivi este processo de Coaching de grupo com uma intensidade libertadora. Sinto que sou uma alma velha, encaro cada mudança com uma serenidade enérgica, tenho uma curiosidade madura. Entreguei-me de alma livre e sem marcas de alinhavos. Ainda assim, a nossa Coach, conseguiu durante todo o processo descobrir onde devia fazer as costuras.

Aprendi que 8 mentes podem criar muito mais do que 8 realidades. Fomos e somos muito mais do que a nossa soma.

O destino era treinar as 11 competências. Começámos por escolher uma competência cada uma de nós. O entusiasmo levou-nos a uma patamar de curiosidade e energia para fazer muito mais.

Assim é quando começamos a conhecer os diferentes EUs, aproximamo-nos daquilo que ressoa, daquilo que emite uma frequência que está na mesma onda que a nossa.

Poemas escolhidos sobre a espuma da água na areia, vídeos sobre a lama da vida, vídeos sobre a surdez de um sapo, a história de um anel muito valioso… Muitas vivências permitiram-me reflectir, fazer inúmeras ligações.

O meu EU Coach cresceu, o meu EU Cristina transmutou.

Fui-me nutrindo, ouvindo as vozes que me alimentavam. Alguns dos meus pensamentos davam-me energia outros tornaram-se energívoros quando falei da minha lama, do meu lado mau. Se existe o lado bom, é porque o mau está em algum lugar.  

O grupo sempre segurou a rede quando verbalizava as minhas lamas, nunca tive medo de o dizer, na verdade sempre senti que todas somos uma. Apenas temos idades e experiências diferentes.

Aprendi desde cedo a esperar o melhor dos outros como Coach. E o que espero eu de mim como Coach?

É aqui que entra o meu Ego. Cada vez mais quero tornar-me permeável ao discernimento que me permite olhar ao espelho e perceber que quando me apetece ser disruptiva, que parte do meu Ego está a vir ao de cima.

Disruptiva sou, disrupções vivi. Como dizia uma das mulheres, atraímos aquilo que emanamos.

A nossa Coach brindou-nos com a oração de Gestalt, ajudou-me a perceber que não vim ao mundo para atender as necessidades de todos. As vozes do social não se podem ouvir todas. Vou ouvir as que me servem.

As teorias funcionam sim, aprendi com o grupo. E só funcionam quando o discernimento acontece. Quando eu quero ir lá bem fundo. Aprendi que o julgamento é um caminho que me conduz a mim própria.

Se eu fizer o que é mais fácil, a minha vida torna-se mais difícil. E o mais fácil é afirmar que teorias não funcionam. Procurei o difícil e agora dei mais um passo.

Um passo que me permite orientar e nutrir quem me rodeia, quem me procura, quem eu procuro.

A consciência da mudança aconteceu.

As regras que definimos como grupo, sempre nos ajudaram a trilhar o caminho da comunicação, e a sinceridade, a maturidade para ouvir e aceitar. Deram-nos latitude para expandir o nosso universo.

Saímos do caminho? Percorremos caminhos mais sinuosos? Sim e que bom que foi para perceber que quando usamos a auto-estrada não sentimos os cheiros do medo, da alegria, da confusão, da disrupção…

Parte I do artigo Nutrição em Rede

Praxis Vivencial de Cristina Madeira num processo de Coaching de Grupo

Executive & Team Coach, PCC